terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Fazer o fogo

 Caros educadores,

é sem dúvida uma realidade que temos que cozinhar todos os nossos alimentos. Se não o fizermos arriscamo-nos a ter de almoçar rebentos de soja, jantar saladas e comer sushi todos os dias, o que levaria indubitavelmente a toda a juventude de repente se achar "moderna" e daí ao fim da espécie. Percebido? Óptimo. Se alguém pensou na fruta, enganou-se porque a fruta não é comida, é apenas e só sobremesa que faz bem.

É portanto essencial essencial ensinar a fazer o fogo para evitar os rebentos de soja cujas consequências são bem conhecidas pela nossa sociedade.
Há várias técnicas desenvolvidas por vários povos muito machos e outras ideias não tão boas.


Técnica número um: Esfregar os pauzinhos
Há que começar por esfregar dois paus. Depois continua-se a esfregar, vai-se esfregando, esfrega-se, continua-se no esfreganço, esfrega-se mais, eu esfrego, tu esfregas, ele esfrega, nós esfregamos, eles esfregam. Portanto, para que vós percebeis, vós ficaram de fora desta vez, mas da próxima esfregam tá compreendido? Bom, é que isto dá trabalho. Podem aproveitar e ir soprando por baixo, com jeitinho. Pônham a ponta que se está a alumiar numa coisa que também pegue fogo (componente dois), trabalhai pacientemente e sereis recompensados com lume!!
 Joker ou Curinga - elemento que pode substituir qualquer um dos componentes necessários


Técnica número dois: Chiscar as pedras.
A técnica baseia-se num conto ancestral que passa de geração em geração.
Um dia um homem atirou uma pedra a outro e acertou-lhe nos dentes. Ora o que a levou tinha um dente de ferro, e aquilo botou faísca e ele queimou-se na língua, fim.

(imagem verdadeira do homem que levou co'a pedra)

Bonito não é? Eis as enlações que devemos retirar do sucedido.
Pedra com ferro dá faísca, mas se fôr com outra pedra, ainda chisca mais!!! Se só encontrarem uma pedra e não tiverem ferro por perto, também podem dar com os dentes que há de funcionar, mas não se queimem!
Portanto, o procedimento prático é o seguinte, abre-se o gás (butano, propano ou natural) deixa-se saír bem, pra pegar melhor, e depois começa-se a chiscar com uma pedra na outra muito rápido.
Façam com calma e paciência que é assim que se fazem as coisas bem, e sereis recompensados com lume!

Por último deixo a técnica mais infalível para casos extremos.

Por uma vez já estive perto da desgraça completa e apenas esta técnica me pôde valer. Não é comum, mas tem valor pela sua fidedignidade, e por isso deixo aqui o conhecimento na esperança que venha a valer a alguém.
Certo dia estava no monte. Tinha acabado de deixar a minha esposa no hospital e tinha uma chouriça de sangue no carro pra almoçar, e precisava de tratar de me alimentar. Eis o procedimento que me ocorreu:
1- Desligar o carro
2- Sentar-me no lugar do morto ( do passageiro como alguns lhe chamam )
3- Carregar no butão do isqueiro
4- Mal o isqueiro saia, pegar nele, correr pró depósito da gasolina, e deitá-lo lá dentro!

Ui que bom lume deu, assei a chouriça e ainda deu pra acender o cigarro no final de comer.
Muito prático

Portanto fica um documento útil para mostrar aos educandos, que deste modo não têm desculpa da próxima vez que os apanharem a comer uma salada de frutas como refeição principal.

Cumprimentos prá família,

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